Do Barbeiro ao Visagista

quarta-feira, 30 de maio de 2012

FESTIVAL DE PENTEADOS DA FIGUEIRA DO FOZ ACONTECERÁ NO PRÓXIMO FIM DE SEMANA


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Postado por Claudia Matta às 13:46
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PRIMÓRDIOS DE NOSSA PROFISSÃO

Nossa história começa no período da colonização...

Os barbeiros no Brasil foram uns dos primeiros praticantes da medicina. Entre um corte de cabelo e outro, arrancavam dentes, faziam cirurgias e praticavam sangria. "São os precursores dos cirurgiões médicos e dentistas"

Ao longo do século XIX, observamos mudanças significativas, o barbeiro foi abandonado aos poucos a multiplicidade de suas atividades, restringindo-se a cortar cabelos e aparar barbas...

Finalmente no século XX na década de 70, o jornalista Reinaldo Rodrigues do Jornal Tribuna dos Cabeleireiros, começa a organizar campeonatos nacionais e internacionais entre os profissionais da área masculina e lança a máxima! "CABELO NÃO TEM SEXO", e os salões passaram a ser unissex.

Nos últimos 100 anos os avanços tecnológicos, provocaram grandes mudanças em nossa sociedade, surgindo assim a necessidade de um curso superior para estes profissionais.

O inovador curso de Visagismo, utiliza fundamentos de artes visuais na criação da imagem pessoal.

E foi Assim que tudo começou...

03/11 DIA DO BARBEIRO E CABELEIREIRO

São Martinho de Porres Padroeiro dos barbeiros


Martinho de Lima, ou melhor, Marinho de Porres, conviveu com a injustiça social desde que nasceu a 09 de dezembro de 1579 em Lima, no Peru. Filho de Juan de Porres, um cavaleiro espanhol e de uma ex-escrava negra do Panamá foi rejeitado pelo pai e pelos parentes, por ser negro. Tanto que, na sua certidão de batismo constou "pai ignorado". O mesmo aconteceu com sua irmãzinha, filha do mesmo pai. Mas depois Juan de Porres regularizou a situação e viveu ainda algum tempo com os filhos, no Equador. Quando foi transferido para o Panamá como governador, deixou a menina aos cuidados de um parente e Martinho com própria mãe e meios o sustento e para que estudasse um pouco.

Aos oito anos de idade, Martinho se tornou aprendiz de barbeiro-cirurgião, duas profissões de respeito na época. Aprendendo numa farmácia algumas noções de medicina. Assim estava garantido o seu futuro e dando a volta por cima na vida.

Mas, não demorou muito e a vocação religiosa lhe falou mais alto. E ele, novamente por ser negro, só a muito custo conseguiu entrar como oblato num convento dos dominicanos. Tanto se esforçou que professou como irmão leigo e finalmente vestiu o hábito dominicano. Encarregava-se dos mais humildes trabalhos do convento e era barbeiro e enfermeiro dos seus irmãos de hábito. Conhecedor profundo de ervas e remédios, devido à aprendizagem que tivera, socorriam todos os doentes pobres da região, principalmente os negros como ele.

A santidade estava impregnada nele, que além do talento especial para a medicina, foi agraciado com dons místicos possuía muitos dons como, da profecia, inteligência infusa, cura, poder sobre os animais e de estar em vários lugares ao mesmo tempo. Segundo a tradição, embora nunca tenha saído de Lima, há relatos de ter sido visto aconselhando e ajudando missionários na África, no Japão e até na China. Como São Francisco de Assis, dominava, influenciava e comandava os animais de todas as espécies, mesmo os ratos, que o seguiam a um simples chamado.

A fama de sua santidade ganhou tanta força, que as pessoas passaram a interferir na calma do convento, por isso o superior teve de proibi-lo de patrocinar os prodígios. Mas logo voltou atrás, pois uma peste epidêmica atingiu a comunidade e muitos padres caíram doentes. Então, Martinho associou às ervas a fé e com o toque das mãos, curou cada um deles.

Morreu aos sessenta anos, no dia 03 de novembro de 1639, após contrair uma grave febre. Porém, o “padre negro dos milagres”, como era chamado pelo povo pobre, deixou sua marca e semente, além da vida inteira dedicada aos desamparados. Com as esmolas recebidas fundou em Lima, um colégio só para o ensino das crianças pobres, o primeiro do Novo Mundo.

O Papa Gregório XVI o beatificou em 1837 e foi canonizado em 1962, por João XXIII, confirmando sua festa no dia 03 de novembro. Em 1966, Paulo VI proclamou Santo Martinho de Porres, padroeiro dos barbeiros. Mas, os devotos também invocam por sua intercessão nas causas que envolvem justiça social.

Referência: TCC/DO BARBEIRO AO VISAGISTA. Universidade Anhembi Morumbi, 2010

VISAGISMO

“O conceito de visagismo ainda é muito novo, haja vista, o pouco material escrito sobre o tema, sendo esta uma das razões por haver interpretações equivocadas sobre o que é visagismo e como aplicá-lo".
A diferença entre um cabeleireiro, um hairstylist e um visagista baseia-se em conceitos de trabalho, métodos utilizados, conhecimentos adquiridos e atitudes. A maneira mais simples de explicar tudo isso é definindo o que cada um faz.

O cabeleireiro profissional é um artesão, ele domina as técnicas de lavagem, corte, penteado e coloração e está habilitado a executar esse trabalho, mas não cria estilos. Aprendeu a reproduzir e mesclar determinados efeitos visuais, e copia com alguma sensibilidade artística, cortes padrões e trabalhos de hairstylists, mas não tem muita criatividade.
A maioria dos profissionais se encontra nessa faixa, porque os cursos de cabeleireiro se limitam a ensinar as técnicas básicas (como a reprodução de efeitos visuais) e a utilização delas para executar determinados cortes. Não ensinam o que os efeitos expressam e muito menos a linguagem visual, essencial para a criação de estilos, a não ser que a pessoa seja dotada de rara inteligência visual. Também não estimulam a expressão individual.

O hairstylist é um estilista. É um cabeleireiro que consegue executar os trabalhos com grande sensibilidade e com algum grau de criatividade.
Apesar disso, só podem ser considerados artistas aqueles que conseguem criar um corte de acordo com uma intenção, traduzir uma idéia numa imagem – poucos vão além da expressão artística.

O visagista é um artista, não é necessariamente um cabeleireiro, porque essa arte se aplica a todos os aspectos estéticos da face e a imagem toda. Há visagistas de várias profissões. “Eu, por exemplo, sou artista plástico. Não sei executar um corte, fazer luzes ou maquiar, mas posso indicar a melhor opção de corte, coloração, penteado e maquiagem para qualquer indivíduo”.
Para ser visagista, é essencial saber conduzir uma consultoria que parte desta pergunta: “O que você deseja expressar através de sua imagem?”

Philip Hallawell - Entrevista para TCC/DO BARBEIRO AO VISAGISTA. Universidade Anhembi Morumbi, 2010

O BARBEIRO NA HISTÓRIA DA MEDICINA

A medicina européia foi introduzida no Brasil, na época do descobrimento, através dos físicos e dos cirurgiões-barbeiros que também atuavam na área de saúde. Eles necessitavam apenas do domínio de alguma técnica para instalar-se como profissional. Na época, podia-se observar no Brasil comparativamente aos outros países, certa anarquia da prática profissional e conseqüentemente do mercado de trabalho, semelhante à dos demais países. Sendo poucos os profissionais e muito vasta a extensão territorial.

O físico era o médico clínico, também chamado de licenciado. O cirurgião-barbeiro, pelas leis vigentes, era habilitado apenas a praticar a cirurgia, ofício manual. Podia exercer a medicina clínica somente em localidades onde não havia físicos (médicos da época). A grande maioria dos profissionais era constituída de cirurgiões-barbeiros. Os físicos possuíam diploma ou licença, obtidos em cursos em Coimbra ou Salamanca, e aqui ocupavam cargos de físicos de El-Rei ou da Coroa, do Senado, da Câmara e do Partido da tropa. Também atendiam à clínica privada.

Com relação ao barbeiro e ao cirurgião, Betânia Figueiredo relata que não havia na prática, uma delimitação bem estabelecida indicando onde começava o trabalho de um e o do outro. Há relatos em que o cirurgião atuava como médico, diagnosticando e receitando e há outros em que o barbeiro atuava como médico e como cirurgião, transparecendo uma delimitação muito pouco precisa entre as atividades de cada um.

Referências:

SANTOS FILHO LC - História da Medicina Brasileira. São Paulo, 1991.
FIGUEIREDO BG - Barbeiros e cirurgiões: atuação dos práticos ao longo do século XIX História, 1999.

O BARBEIRO NA HISTÓRIA DA ODONTOLOGIA

A Odontologia praticada no século XVI, a partir da descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral em 22 de abril de 1500, restringia-se quase as extrações dentárias. As técnicas eram rudimentares, o instrumental inadequado e não havia nenhuma forma de higiene. O exercício da profissão era realizado através dos barbeiros, cirurgiões barbeiros, sangradores, tira-dentes, curandeiros e charlatões, que eram indivíduos desprovidos de conhecimento para o exercício da atividade. A anestesia não existia e por isso o barbeiro ou sangrador devia ser forte, impiedoso, impassível e rápido.

Através da Carta Régia de Portugal, de 09 de novembro de 1629, foi regularizado o exercício da arte dentária no Brasil e pela primeira vez, citados os barbeiros para esta atividade. Estes deviam comprovar ter mais de dois anos de aprendizagem.

Para avaliar o significado e conceito de "barbeiro", temos na quarta edição do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Eduardo de Faria, publicado no Rio de Janeiro em 1859, a seguinte definição:

“Barbeiro:s.m. - o que faz barba; (antigo) sangrador, cirurgião pouco instruído que sangrava, deitava ventosas, sarjas, punha cáusticos e fazia operações cirúrgicas pouco importantes. - Obs.: Nessas cirurgias pouco importantes incluíam-se extrações dentárias”.

Referências:

BOTAZZO C. Da arte dentária. São Paulo, 2000.
ROSENTHAL, Elias. A Odontologia no Brasil no século XX, 2001.
RING ME. História ilustrada da odontologia, 1998.

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VISAGISTA E TERAPEUTA CAPILAR GRADUADA PELA UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI, MEMBRO DA SBEC (SOCIEDADE BRASILEIRA PARA ESTUDO DO CABELO). MINISTRO CURSOS, WORKSHOPS E PALESTRAS NO SEGMENTO DE SAÚDE E BELEZA. 55 11 97232-2616
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A São Martinho de Porres, em oração, erguemos nossos corações cheios de confiança e devoção.

Certos de sua caridade ilimitada e útil para todos os níveis da sociedade, e também de sua mansidão e humildade de coração, lhe oferecemos nossas súplicas.

Derrama em nossas famílias os presentes preciosos de sua intercessão solícita e generosa;

Mostre às pessoas de todas as raças e cores os caminhos da unidade e da justiça; Implora a nosso Pai do Céu a vinda do seu reino, de forma que por benevolência mútua em Deus, os homens possam aumentar os frutos da graça e merecer as recompensas da vida eterna.


Referência: TCC/DO BARBEIRO AO VISAGISTA. Universidade Anhembi Morumbi, 2010

HINO DA BELEZA

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Avante colega, com teu estandarte
Leva tua mensagem pro mundo da arte
Se fores pra Lua, pra Vênus ou Marte
Faz tua magia, brilhar em toda parte!

Salve, salve são Martinho
Padroeiro universal (refrão)
Da profissão que embeleza
A imagem pessoal (Bis)

Quem é da beleza, trabalha com zelo
No cuidado das unhas, da pele e do pelo
E cria molduras pra cada modelo
Com jogo de cores e fios de cabelos

Salve, salve são Martinho
Padroeiro universal (refrão)
Da profissão que embeleza
A imagem pessoal (Bis)

Ao furto das formas, do corpo atraente
Nós nascemos com dotes pra ser combatentes
Por isso formamos a grande corrente
Que faz deste hino um canto permanente

Salve, salve são Martinho
Padroeiro universal (refrão)
Da profissão que embeleza
A imagem pessoal (Bis)


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Este blog baseia-se em passear pelos caminhos trilhados por Barbeiros no período colonial, abordando aspectos históricos e mudanças significativas no trabalho quase que artesanal ao longo do século XIX.
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